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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Esterilizar e formar vácuo nas conservas

Algumas pessoas têm dúvidas acerca de como esterilizar os frascos para as conservas e formar o vácuo para que durem mais tempo.
 
Ao longo dos anos e após muitas experimentações e pesquisas deixo-vos as conclusões a que cheguei e aquilo que melhor tem funcionado comigo.
 
Para esterilizar:
 
Existem diversas formas de esterilizar os frascos (em banho-maria, no forno, no micoondas, etc.). Eu começo por lavar muito bem os frascos com detergente da loiça e água quente abundante e ponho-os a escorrer.
 
Pouco antes de se fazer a receita de conserva aqueço água numa panela e quando está a ferver coloco as tampas e os frascos lá dentro durante cerca de 5-10m. A água deve ser suficiente para cobrir os frascos e as tampas e deve colocar-se um pano limpo no fundo de modo a que os frascos não entrem em contato direto com o metal.
 
Depois de fazerem a receita de conserva que escolheram devem encher os frascos enquanto ainda está quente. Fecham-se, viram-se ao contrário e deixa-se repousar em cima de uma superficie plana.
 
Antes de efetuarem o processo de formação de vácuo (tratamento térmico) devem abrir as tampas até ficarem apertadas só cerca de 1/4.
 
 
Para formar o vácuo:
 
Entretanto volta-se a aquecer água numa panela e quando estiver a ferver colocam-se dentro os frascos cheios, virados ao contrário, durante cerca de 10-15m. Novamente, deve colocar-se um pano limpo no interior de modo a que os frascos não entrem em contato direto com o metal.
 
Retiram-se e deixam-se repousar de um dia para o outro (cerca de 24h) virados ao contrário em superfície plana. Para confirmar a existência de vácuo é mais fácil nas tampas que têm uma zona ao centro que cede ligeiramente (como nas tampas das garrafinhas compal, p.ex.). Nas outras tampas simplesmente não consigo verificar.
 
O vácuo forma-se quando, por ação do calor, o ar expande-se e liberta-se.
 
Esta é a forma que uso e melhor me convêm. O vácuo por vezes não funciona porque devemos usar sempre uma tampa nova. O frasco pode manter-se mas as tampas devem ser sempre renovadas pois, supostamente, só permitem um processo de vácuo. Contudo e uma vez que em Portugal é dificil comprar somente as tampas (só vi à venda na Casa e não são muito em conta, nem as tampas, nem os frascos) também podem reutilizar as tampas antigas mas acrescentando um disco de papel vegetal e depois a tampa, pois não existem garantias de que a tampa está apta para a realização do processo de vácuo.
 
Por fim, existem outras formas de fazer este processo.
 
 Esterilização:
Forno: lavem os frascos com água quente e sequem-nos a cerca de 140ºC no forno.
Máquina de lavar a loiça: lavem os frascos e as tampas num programa com temperatura quente.
Microondas: Coloquem os frascos com 4 colheres de sopa de água dentro, por 2 minutos, no microondas. Atenção: os frascos com grampos de mola (tipo Ikea, por exemplo) não podem ir ao microondas. Aliás qualquer frasco que tenha qualquer parte em metal.
 
Tratamento térmico (vácuo):
Forno: coloquem os frascos num tabuleiro revestido com jornal (para evitar que algum conteúdo derramado queime no forno) a uma distância de 5cm entre si. O tabuleiro deve ir a meio do forno, pré-aquecido a 150ºC. As tampas devem apenas estar encaixadas. Enroscam-se na totalidade após saírem do forno.
 
Outras considerações:
A conservação acontece devido a um conjunto de passos que devem ser respeitados. No entanto, muitas foram as situações em que segui todos os passos acima descritos, meticulosamente, mas a coisa saía sempre ao lado!
 
Pois bem, dependendo do que estamos a conservar (legumes, carne, fruta, etc.) também o agente da conservação é importante e deve ser bem escolhido.
Ora, o agente de conservação é o conservante natural que escolhemos para realizar a conservação por um longo período de tempo. Pode ser sal, açúcar, óleos e gorduras, vinagre ou álcool.
 
Acontecia-me realizar as compotas e estas estragarem-se com frequência mesmo após ter feito todo o processo de conservação. Pois bem: eu gosto de compotas pouco doces e neste caso o agente de conservação é o açúcar. Se as compotas não levarem pelo menos 3/4 do peso da fruta em açúcar não irão conservar por bastante tempo. Devem ser antes guardadas no frigorífico ou até mesmo congeladas. No frigorífico duram cerca de 2 meses (é a minha experiência tendo em conta que não uso mais de metade do peso da fruta, em açúcar). No congelador sugiro que dividam em quantidades que costumem utilizar e vão descongelando que fica igual.
 
O mesmo se aplica a garrafas para fazer licores.
 
 
Exemplo de frasco com grampo de metal (que não deve ir ao micoondas)
 
Se ainda tiverem dúvidas e se eu puder ajudar comentem ou enviem um mail para virtudecaseira@gmail.com.


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Etiquetar e organizar

Para organizar as conservas podemos fazer etiquetas ou pesquisar um pouco pela internet para encontrar verdadeiras maravihas de design.


© Paper Crave
© Martha Stewart
© Merriment Design
© Domestifluff
Se são adeptos de realizar as vossas prendinhas (eu vou aderir a esta nova moda não só porque poupamos uns euros mas também porque oferecemos algo único, nascido da nossa criatividade e carinho por essa pessoa) esta é uma forma de embelezar as vossas compotas e conservas de oferta.
Mas não se limitem... usem-nas para o que vos apetecer, a vossa imaginação é o limite!

Conservas e compotas:
 
Clique aqui para download de etiquetas com estilo mais vintage ou aqui  ou ainda aqui (estas estão em inglês mas com a ajuda de um programa aproriado como o adobe ilustrator, o paint ou qualquer outro que permita alterar imagens pode modificá-las de acordo com as funções que lhes pretende dar). Aqui têm mais algumas possibilidades:

Etiquetas 1
Etiquetas 2
Etiquetas 3
Etiquetas 4
Etiquetas 5
Etiquetas 6
Etiquetas 7 e Etiquetas 8

Licores e vinhos e azeites aromatizados (garrafas):

Rótulo 1
Rótulo 2

Em ambos os rótulos se colocarem o cursor nos títulos vão verificar que podem alterar o nome que pretendem colocar no rótulo.

Nas etiquetas podem imprimir diretamente em papel autocolante e a sua utilização torna-se muito mais fácil.

Aqui encontram um conjunto de cartões de receitas (para organizarem as vossas delícias);

Aqui encontram um conjunto de calendários para vosso uso pessoal;

Aqui encontram um conjunto de etiquetas para embelezar as vossas prendas;

Aqui encontram um conjunto de etiquetas para embelezar as vossas prendas de Natal.

Se tiverem problemas porque o site está em inglês não hesitem em utilizar o tradutor do Google.

Ponham à prova a vossa criatividade e boas organizações!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Massa de alho

Aqui está uma coisa muito simples de fazer, é útil e poupa-nos tempo e dissabores (odeio aquele cheiro que fica nas mãos de cada vez que precisamos de descascar 1 ou 2 míseros alhos).

Basta comprar (no meu caso o meu marido semeou e muitos também vieram do Norte, da casa do meu sogro) uma boa quantidade de alho e descascá-los. Colocam-se na picadora com um fio de azeite e reduzem-se ao nosso gosto. Colocam-se num frasco previamente esterilizado de modo a encher todo o frasco (para a conservação esta questão é importante, pois menos espaço = menos ar, logo menor possibilidade de vir a estragar-se) e preenche-se o topo com azeite de modo a formar uma capa protetora.

Aqui fica:



E o mais importante: SEM CORANTES, NEM CONSERVANTES!

Experimentem!



quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Calda de tomate..para que te quero!

No nosso palco gastronómico, o tomate é sem dúvida um ator que não pode faltar num sem número de receitas. Se isto é verdade, também o é que não pode faltar na despensa de qualquer pessoa que cozinhe.

Não sei como vocês fazem a organização e gestão da vossa economia doméstica mas dei por mim a concluir que um dos produtos que era uma constante na lista de compras (e nas contas...) era o tomate enlatado e a polpa de tomate.

Pior: eu desperdiçava uma grande parte, pois sou muito receosa de tudo o que tenha mais do que 2 ou 3 dias no frigorífico (coisas com leite, então nem se fala) e muitas vezes não usava a lata de tomate na totalidade ou abria um pacotinho de polpa de tomate só para usar uma ou duas colheres de sopa.

Foi assim que as minhas cunhadas me sugeriram o que elas já tinham experimentado: fazer a nossa própria calda de tomate. Pus-me a pensar e pesquisei um sem número de blogs de pessoas muito atentas ao desperdício e que também têm preocupações em poupar ou só por comer melhor.

Consultei o meu livro das conservas (o qual já mencionei aqui no blog) e falei com o meu marido para que providenciasse o tomate!
 
A função dele era semear, no terreno que temos, o dito cujo para que depois pudéssemos fazer as conservas. O comprado não tem comparação com aquele que produzimos que é muito mais doce e tenro. O de compra é rijo e não sabe a nada. Parece borracha!
 
Então, fizemos assim:
 
1º Pedimos ao dono de um café local que nos guarda-se as garrafinhas de compal. Retirámos os rótulos, lavámos e esterilizámos as garrafinhas.
 
2º Para fazer a calda existem duas possibilidades (uma fica mais versátil que a outra, pois pode-se utilizar de forma mais variada):
 
1ª calda:
 
Para 1kg de tomate (escaldado e pelado e aos pedaços);
1 cebola média picada;
4 dentes de alho inteiros;
1 folha de louro;
fio de azeite;
1 caldo knorr económico;
sal q.b.;
outras especiarias de que gostem
 
Faz-se um refogado com todos os ingredientes com a excepção do tomate e do sal. Quando a cebola estiver bem vidrada junta-se o tomate e deixa-se reduzir, em lume brando, até se obter um molho de tomate bem apuradinho. Retifica-se o sal e restantes temperos e tritura-se tudo com a varinha mágica. 
 
 
 
2ª calda:
Para 1kg de tomate (escaldado e pelado e aos pedaços);
4 dentes de alho inteiros;
1 folha de louro;
fio de azeite;
1 caldo knorr económico;
sal q.b.;
outras especiarias de que gostem.
 
Aquece-se o azeite com todos os ingredientes com excepção do tomate e do sal. Ao fim de 3-4 minutos retira-se o louro e o alho para fora e coloca-se o tomate. Deixa-se cozinhar apenas 15minutos em temperatura média e apaga-se. Tritura-se com a varinha mágica.
 
Após esterilizadas as garrafinhas, enchem-se e faz-se o processo de vácuo e ficam viradas para baixo de um dia para o outro. Considero que as garrafinhas compal são as mais indicadas pois a sua tampa tem aquele ponto ao centro que podemos verificar se ficou para baixo, pois é sinal de que a garrafa ficou em vácuo e que o processo funcionou.


Este é o resultado final (para o ano faço fotos de todo o processo.. ou quem sabe até um vídeo..).

Como podem ver existem duas tonalidades pois é uma de cada tipo de calda.

A 1ª calda (cor laranja) é um refogado autêntico que podem colocar no tacho para fazer uma bolonhesa ou em menor quantidade para um guisado, para uma pizza, etc. e a segunda (cor vermelha) é só tomate que não foi muito "trabalhado" e serve para adicionar em receitas em que apenas quero adicionar tomate. Esta última é mais versátil, mas convenhamos... com o pouco tempo que temos acabo por usar muito mais a 1ª calda.

Para o ano vou deixar algumas garrafinhas cujos pedaços de tomate ficam inteiros. Existem receitas em que gosto de sentir o tomate.

Fiz cerca de 50-60 garrafinhas para 1 ANO INTEIRO de uso. Se cada uma contar como uma lata de tomate enlatado, multipliquem e vejam só o que podem poupar, e comendo melhor.

Se não puderem produzir o tomate, hoje em dia todos os locais têm mercados semanais ou mensais. Procurem aquelas pessoas que não vos oferecem toda a parafernália de frutas e legumes e sim aqueles que têm poucos, mas cultivados por si mesmos, da época. Negoceiem 2/3 caixas a um preço mais em conta e vão em frente!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Armazenar castanhas

Se estamos na época dos frutos secos temos que aproveitar para guardar para o resto do ano. Um dia destes a minha irmã foi ao supermercado porque precisava de castanhas para um guisado. Comprou uma embalagem de 1kg de castanhas congeladas (em plena época da castanha e sabendo-se lá de quando seriam aquelas) e pagou a módica quantia de 5,98 €...

Ora, se estamos na época da castanha (e custa cerca de 3 eur) e se é assíduo ou costuma utilizar o dito fruto porque não comprar agora e guardar para depois. Não só o fruto é muito mais saboroso como é mais económico  e sabemos o que comemos.

Como temos familiares na zona da castanha (bem haja!) recebemos todos os anos uma boa quantidade dela de uma qualidade maravilhosa.

As pessoas ficam deslumbradas com a castanha grande e brilhante, mas essa não é, na minha opinião, a melhor. A pequenina é muito mais doce e quanto ao brilho não preciso dele para nada! Não o como...

Assámos uma parte, cozemos outra e escaldámos outra parte, para congelar e guardar.

Fizemos assim:

castanhas q.b.
água q.b.
sal (facultativo)

Começámos por dar um pequeno corte (não muito fundo para que a castanha não se parta quando for descascada) nas castanhas.



Num tacho, deita-se água (suficiente para cobrir as castanhas) e deixa-se ferver. Quando estiver a ferver deitam-se as castanhas e apaga-se o lume.



Pelam-se as castanhas aos poucos. Quanto mais quentes estiverem mais fácil se torna a tarefa.

Como não somos muito castanheiros na nossa alimentação não guardámos muitas. Deu cerca de 1 kg.




Também armazenei doce de castanha, e guardei castanha para fazer azevias de castanha... haja saúde para comer!